quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A ciência do biscoito


"Homem é que nem biscoito: a gente quer só um e aparece logo dezoito."

Assento a minha publicação de hoje sobre este belíssimo provérbio/dito brasileiro. Não me lembro de outro provérbio que fosse tão verdadeiro.
Quando eu era pequena (mais pequena, pronto), a minha avó fazia-me uma lavagem cerebral do "não comes em casa das outras pessoas, isso é ter mais olhos que barriga! aceitas uma bolachinha se elas insistirem muito e mais nada! senão chamam-te comilona!". Lá íamos nós, a casa da prima mais próxima (coisas de crescer numa aldeia) e ela punha em cima da mesa uma catrefada de biscoitos. Tirar o primeiro não é difícil, difícil é resistir aos próximos e não ter a fama de comilona. 

Com mais uns 20 anos em cima, a coisa não mudou muito e isto serve para homens e mulheres em várias vertentes, parece-me. Quem não tem aquele tesourinho deprimente (eu chamo-lhe os defuntos e às vezes Walking Deads, já vão perceber o motivo) que, quando está tudo bem na vida, até tem uma paixoneta engraçada e correspondida, aparece vindo sabe-se lá de onde e cai no telemóvel, redes sociais, etc por aí fora, que se lembra do quão é lindo e maravilhoso ter-te como amigo/a ou se quisesses eram dois a querer? Lá está, toda a gente. Cansativo, eu sei. Apresento vários prismas de ver as coisas. Muito boa gente vai se ver reflectido nestes!

# Prisma número um de ver as coisas: As pessoas comprometidas são mais atraentes, o fruto proibido é o mais apetecido, entre outros. 
Facto. Quando se está numa relação (e até acho que isso é mais visível no sexo masculino) quantas e quantas almas não vêm averiguar quem é ela/ele? Quantas e quantas delas não ousam por vezes dizer "a sério? até eu era melhorzinho/a"? Ou até a fatal "eu nunca te esqueci/as coisas não se deram/tu não quiseste"? Namoradas ciumentas, eu sei que estão aí! ;) É compreensível o vosso ciúme! Eles foram mortos, enterrados pelos vossos namorados/as, mas os Walking Deads/defuntos têm o poder, a força de aparecer quando menos se espera, portanto, vão ter que levar com eles!

# Prisma número dois de ver as coisas: Aquele awkward "friend" que não tem a lata de ser como a pessoa do prisma número um. 
Acabaste uma relação? Há de tudo, há aquele gajo que vê no Facebook "X está solteira" e sai com um like, mil likes nas fotos em diante e até nas passadas, mas quando penso nisto, penso naquele amigo que sempre esteve lá para ti, enquanto tu falavas super contente das surpresas impressionantes da tua paixão, das noites calorosas, do quão estavas apaixonada e depois do quão burro ele foi, do quão fortemente te apetece furar-lhe os pneus do carro do próprio (e quiçá outras coisas). E o teu amigo? Varia o humor do cortar pulsos ao brilhar de olhos, respectivamente. E entre um café, uma lista de 20 mil páginas de conversas, ele sai um dia com a frase do "eu sempre gostei de ti, sempre pus a tua felicidade em primeiro, por isso não disse nada". É aquele-misto-de-facada-com-oh-meu-Deus-que-fofinho e portanto, a bota mais difícil de descalçar. Desengane-se quem pensa que só os meninos são friendzoned, porque até eu já estive neste papel, era eu uma chavala com bigode e que quase brincava às Barbies (bom tempo, a propósito!).

# Prisma número três de ver as coisas: E quando as coisas não se regem pelo teu estado civil/facebookiano, mas sim pelo estado civil do teu tesouro?
É aquele ex-namorado ou amigo colorido ou até mesmo preto e branco (estes são mais raros), que quando está comprometido, está comprometido e até lhe pode ser super fiel, mas quando não está, lembra-se: OH MEU DEUS ELA ESTÁ TÃO BOA DESDE A ÚLTIMA VEZ QUE FALÁMOS!
E aí vem ele! Conhece a tua mãe, se calhar ela até pode gostar dele e dizer para ele ir lá a casa jantar. E a coisa fica negra e muito boa gente já caiu nesta manha.

Quando o provérbio diz "a gente quer só um", a gente quer mesmo.
Esta é para descansar os respectivos ou as respectivas das pessoas atingidas pelos biscoitos. É que até podia ser o Brad Pitt ou o Orlando Bloom (para referencias mais clássicas, o George Cloney)! Nós só queremos mesmo um, que calha muitas vezes ser justamente aquele que não quer NADA connosco, que não te liga pão, mas isso são contas de outro rosário. Portanto, não chaguem a cabeça aos vossos namorados ou namoradas! Provavelmente, alguns dos defuntos que exemplifiquei são uns pervertidos que nem é bom, coisa que, gente decente não precisa, senão não tinha um namorado/a! ;)

Espero que tenham gostado! Abreijoos ;)

domingo, 7 de dezembro de 2014

A bela da primeira mensagem


Ora, bem-vindos (se é que alguma vez alguém vai ver isto)!

Hoje fui desafiada por uma amiga minha a fazer um blog, porque, diz ela, sou uma "estrela de blogs que estava a ser desperdiçada". Recusei, como é óbvio. Não paro em muitos blogues para lê-los, muito menos aqueles que falam dos desgostos de amor sem fim à vista e de como a vida vai acabar naquele instante ou noutro bastante próximo, que é basicamente o motivo deste blog começar e desta ideia ter vindo à baila. Portanto, a minha resposta foi um grande e redondo "nem pensar, miguxa, vai ser outro blog deprimente e desses, a blogosfera está atulhada!"
"Mas é o que te vai no coração :)"
(Sim, os meus amigos têm esta paciência de Job para me aturar.) 
A verdade é que um blog é exactamente isso, um sítio onde se escrevem coisas que vão no coração, quiçá na cabeça, nos dedos ou noutros sítios onde a inspiração se poderá encontrar.
Quanto ao que se poderá encontrar por aqui? Muita coisa. Não me apetece escrever muitas vezes sobre os abençoados desgostos, estão safos, mas o resto vai ser uma montanha russa de muitas coisas aleatórias relacionadas com os meus interesses.
Serão sempre bem recebidos neste humilde blog, por isso venham quando quiserem :)

Um beijo e um queijo, abraços e palhaços!